terça-feira, 31 de março de 2009

COMO TUDO COMEÇOU!



A história do DNA começa no final da década de 1860, com a chegada do médico suíço Friedrich Miescher (1844-1895) à Universidade de Tubingen, uma pacada cidade no sul da Alemanha. O jovem pesquisador estava disposto a dedicar-se ao estudo da química da célula e escolheu essa universidade porque nela o químico Felix Hoppe-Seyler (1825-1895) havia inaugurado um importante laboratório de química fisiológica. Na época floresciam idéias a respeito das origens e das funções das células. Há pouco tempo, a teoria da geração espontânea havia sido definitivamente desacreditada. A teoria celular estabelecia-se como um dos pilares da Biologia. Por tudo isso, as células atraíam a atenção de estudantes entusiasmados, como Miescher.


O DNA foi descoberto como principal substância química do núcleo, aproximadamente ao mesmo tempo em que Mendel e Darwin publicaram seus trabalhos. Entretanto, no início do século 20, as proteínas eram mais consideradas como moléculas capazes de transmitir grandes quantidades de informação hereditária ao longo das gerações. Embora o DNA fosse conhecido por ser uma molécula muito grande, pensava-se que seus quatro componentes químicos estivessem unidos num padrão monótono como um polímero sintético. Além disso, até então não se achara nenhuma função celular específica para o DNA. Por outro lado, as proteínas eram importantes como enzimas e como componetes estruturais de células vivas. As proteínas também eram conhecidas como polímeros de vários aminoácidos. Estes polímeros são chamados polipeptídios. Mas mais importante é que o alfabeto de proteínas de 20 aminoácidos possivelmente podia formar estruturas transportadoras de informação mais singulares do que o alfabeto de apenas quatro letras do DNA...

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